quinta-feira, 10 de novembro de 2016

PARA ESCREVER BEM


Sobre o escrever bem, há três parágrafos curtos, profundos e , amplamente, reproduzidos nas redes sociais:


Esta frase tem cinco palavras. Aqui há mais cinco palavras. Usar cinco palavras é legal. Mas várias juntas ficam monótonas. Escute o que está acontecendo. A leitura se torna tediosa. O som começa a zumbir. É como um disco riscado. O ouvido pede mais variedade.

Agora ouça. Vario o comprimento de cada frase, e crio música. Música. A escrita canta. Tem um ritmo agradável, uma cadência, uma harmonia. Uso frases curtas. E uso frases de comprimento intermediário. E às vezes, quando estou certo de que o leitor está descansado, o envolvo com uma frase de comprimento considerável, uma frase que arde com energia e que sobe com todo o ímpeto de um crescendo, do rufar de tambores, do choque dos címbalos – sons que dizem: ouça isto, é importante.


Portanto, escreva com uma combinação de frases curtas, médias e longas. Crie um som que agrade ao ouvido do leitor. Não escreva apenas palavras. Escreva música.



( O texto é assinado por Gary Provost, um escritor norte-americano que viveu entre 1944 e 1995. Escreveu livros para jovens, três deles com sua esposa, Gail. Também é autor de livros sobre crimes reais: um dos quais serviu de base para o telefilme Fatal Judgement (1988) ).


Deleitem-se na arte da escrita!!

Abraços leais.

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